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O passado também morre!

  As vozes que viajam nos ventos já me tinham dado a certeza: não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe! Ao caminhar pelo tempo passei pelas noites brancas e dias de cinza chumbo; olhei-me mil vezes e perguntei: porquê? Das lágrimas fiz mar e nele naveguei; e agora, descobrindo que tenho asas, volto a respirar e a ter a certeza: há, para além do horizonte, um porto de abrigo! A tormenta já não sacode os dias, as noites e auroras trazem no estômago um doce fervilhar de um arrepio de alegrias. Não do momento mas antes da certeza de que afinal nesta história da vida, há sempre um final feliz.
  Sereníssima hora em que respiro de novo o perfume das Rosas Damascenas quando passo pelo quintal ao lado. Já nem sei chorar! Nem rir! Agora contemplo!

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